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Cooperação da Codevasf com Exército Americano para hidrovia do São Francisco foi destaque na Voz do Brasil
23/07/2012   imagem: enviada pelo Cel Manoel Soriano Neto
A Voz do Brasil, noticiário de rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que vai ao ar todas as noites em rede nacional, destacou na terça (10) o acordo de cooperação técnica firmado entre a Codevasf e o Corpo de Engenheiros do Exército Americano (USACE) para consultoria, visando ao desenvolvimento da hidrovia do São Francisco.

Na matéria, o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, explica o andamento dos trabalhos no campo de provas em Barra, na Bahia, e o gerente de Concessões e Projetos Especiais da Codevasf, Roberto Strazer, destaca que o transporte de mercadorias pela hidrovia irá reduzir os custos dos produtores da região, além de ter baixo impacto ambiental e ser menos poluente que o transporte terrestre.

Com a parceria firmada com o USACE, em 2011, espera-se o desenvolvimento da hidrovia do São Francisco mediante o controle de processos erosivos, melhoria de navegabilidade e contenção de margens.


fonte: http://www.codevasf.gov.br/noticias/2007/cooperacao-da-codevasf-com-exercito-americano-para-hidrovia-do-sao-francisco-foi-destaque-na-voz-do-brasil

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Exército dos EUA ajudará Brasil na construção de vias fluviais

A hidrovia do São Francisco – futura via de escoamento da produção dos agricultores situados nos vales do São Francisco e do Parnaíba, que deverá mudar a feição da economia da região – está recebendo investimentos de R$ 73 milhões até o final deste ano para cumprir a meta de, numa primeira etapa, tornar 657 quilômetros do Velho Chico navegáveis. Esta e outras informações foram repassadas pelo presidente da Codevasf, Elmo Vaz, à comitiva do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (Commander of US Southern Command), liderada pelo comandante Douglas Fraser, tenente-brigadeiro da Força Aérea daquele país, na manhã desta terça (10) em Brasilia.

O objetivo do encontro foi discutir o contrato de cooperação técnica assinado entre a Codevasf e o Corpo de Engenheiros do Exército Americano (USACE) para consultoria, visando ao desenvolvimento da hidrovia do São Francisco mediante o controle de processos erosivos, melhoria de navegabilidade e contenção de margens. A comitiva do tenente-brigadeiro Fraser era formada também por líderes da Comunidade Americana. O secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária do Estado da Bahia, Carlos Costa, também participou, além de diretores e técnicos da Codevasf.

Na abertura do evento, Elmo Vaz fez uma breve apresentação institucional da Codevasf, ressaltando, dentre outros aspectos, a área de abrangência da empresa e as principais ações em andamento, com destaque para os projetos de irrigação implantados ao longo do vale do São Francisco.

«Sobre a hidrovia, queremos ressaltar que a Codevasf contribui, como empresa de desenvolvimento regional, para a revitalização e a melhoria da navegação do rio. Temos um potencial de navegabilidade de 1.371 km entre Pirapora, em Minas Gerais, até Juazeiro/Petrolina, na Bahia e Pernambuco, respectivamente. Acredito que a hidrovia do São Francisco é a melhor opção para o escoamento da produção agrícola da região. Tendo em vista a vasta experiência do USACE na área, acreditamos no sucesso dessa iniciativa», afirmou Vaz, acrescentando que a Codevasf – uma empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional -, atua em 13% do território nacional, perfazendo mais de 1,1 milhão de quilômetros quadrados abrangendo 894 municípios e uma população de 23,3 milhões de pessoas.

Em seu pronunciamento, o tenente-brigadeiro Fraser falou da importância do trabalho conjunto com a Codevasf. «É um privilégio vir ao Brasil para conhecer melhor esse projeto. Esperamos que haja um fortalecimento dessa parceria com novas ações a partir dessa cooperação com a Codevasf», afirmou.

Na sequência, o engenheiro hidráulico do USACE, Calvin Creech, e o gerente de Concessões e Projetos Especiais da Codevasf, Roberto Strazer, fizeram uma explanação técnica sobre o trabalho que está sendo desenvolvido por meio do contrato, assinado em dezembro de 2011, com vigência de três anos, envolvendo investimento de US$ 3,84 milhões. De acordo com o contrato, o USACE irá providenciar assistência técnica ao longo do São Francisco, em tempo integral, com especialistas em áreas de hidráulica, geotécnica, dragagem e engenharia de construção (incluindo outras especialidades a serem requeridas pela Codevasf), com experiência em estabilização de margens de rio, controle de erosão, dragagem, escavação em rocha e navegação.

A consulta técnica de seleção de projetos, concepção, construção, dragagem e escavação de rocha está prevista para ser realizada ao longo dos três anos do acordo. Foi identificado um total de 12 projetos de navegação aquaviária, que serão avaliados nos primeiros doze meses. No primeiro ano, está sendo avaliada a programação dos três anos do contrato. Para o primeiro ano, até agora foram identificados os projetos de avaliação do campo de provas, em Barra (BA), e a aplicação dos tubos de geotêxtil, na Ilha Sambaíba, e Curralinho.

As ações foram iniciadas em março deste ano com a coleta de dados e visita ao campo de provas. O monitoramento do projeto pelo USACE envolve também investigação geológica, avaliação geotécnica, análise da qualidade da construção, análise hidrológica e outros estudos. O campo de provas é uma experiência piloto da Codevasf para contenção de margens e melhoria da navegabilidade do São Francisco. No local estão sendo aplicados métodos de bioengenharia, com aproveitamento de vegetação nativa da região, para fixação da mata ciliar. As intervenções envolveram diversas etapas desde a análise do solo, levantamento topográfico até o trabalho de conformação de margens, com a confecção de trincheiras e defletores.

Sobre o projeto, o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária do Estado da Bahia, Carlos Costa, disse estar entusiasmado. «Vimos a grandiosidade dessa ação e a importância dessa parceria entre a Codevasf e o USACE. Nesta oportunidade, aproveito para solicitar que seja pensada uma ampliação do foco do projeto, contemplando outras regiões com grande potencial agrícola e de produção de minérios na Bahia, que necessitam deste tipo de apoio na área do transporte», enfatizou Costa.


fonte: CODEVASF

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Comentários:


Exército dos EUA no Nordeste! Perigo!

Há certas notícias que me fazem pensar que certas pessoas com cargos importantes em nosso Brasil, agem como se a Imbecilidade e a Estupidez fossem virtudes a serem cultivadas.

Ao ler a notícia acima, acredito que se houvesse gente realmente competente na diretoria nesta Codevasf, entre outras coisas;

1- As obras de transposição não estariam tão atrasadas e custando tão caro.

2- Todos os problemas técnicos já estariam resolvidos com a busca interna do trabalho e conhecimento de Engenheiros Brasileiros provenientes do IME - Instituto Militar de Engenharia e de Companhias como a CESP e FURNAS, só para citar três ótimas fontes de saber nacionais sobre o assunto, pois existem muitas outras.

3- Todos os problemas de navegação já estariam resolvidos com o trabalho da Marinha do Brasil e das Companhias de Navegação da Amazônia e da Hidrovia Tietê- Paraná, só para citar mais três fontes de enorme conhecimento nacional, pois existem muitas outras.

4- Todos os problemas de Gerenciamento dos Trechos de Obras já estariam resolvidos se seus comandos, fossem passados aos Batalhões de Engenharia e Construção do Exército, pois estes Brasileiros sabem fazer isto muito bem e mais barato e sem desviar um tostão das verbas para o caixa dois de partidos políticos.

5- Se houvesse gente realmente competente na Codevasf e não fossem apenas e tão somente apadrinhados políticos e de pouco saber técnico e gerencial, eles teriam pelo menos pesquisado um pouco mais o assunto e descoberto que o Corpo de Engenheiros do Exército Americano, se bem que muito bom, não é em nada melhor que os Engenheiros Militares Brasileiros e nem é formado por engenheiros infalíveis, visto que o maior estrago causado pelo Furacão Katrina, não foi causado diretamente pelo vento e pela chuva, uma vez que a desgraça maior foi causada pelo rompimento dos diques que circundam Nova Orleans e que foram projetados e construidos pelo Corpo de Engenheiros do Exército Americano !!!

É cambada, não basta ser apadrinhado político; tem que ser inteligente !!!

É meu entender que em função desta porcaria de decisão, toda a diretoria da Codevasf ligada a esta obra, assinou seu atestado de imensa incompetência técnica e gerencial e portanto deveria ser colocada em um buraco e ter terra jogada encima, assim como fazem os gatos !

Já não basta a atual invasão de engenheiros civís estrangeiros nas obras brasileiras, agora este governo que importar também engenheiros militares ?!

Nosso Brasil não precisa de profissionais estrangeiros, PRECISA SIM DE GOVERNANTES BRASILEIROS QUE TENHAM VERGONHA NA CARA !

Precisamos é de boas escolas, pois Bons Profissionais e Bons Professores para ensinar, tanto Civís como Militares, Nosso Brasil tem e muito !


José Oscar Lara Bentini
Engenheiro Civil
Guarujá - São Paulo

......

É, sim, é o Exército! E viva o Exército!

Saiu na voz do Brasil


«O objetivo do encontro foi discutir o contrato de cooperação técnica assinado entre a Codevasf e o Corpo de Engenheiros do Exército(...) a Codevasf – uma empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional -, atua em 13% do território nacional, perfazendo mais de 1,1 milhão de quilômetros quadrados abrangendo 894 municípios e uma população de 23,3 milhões de pessoas (...) [o Corpo de Engenheiros do Exército...] irá providenciar assistência técnica ao longo do São Francisco, em tempo integral, com especialistas em áreas de hidráulica, geotécnica, dragagem e engenharia de construção (incluindo outras especialidades a serem requeridas pela Codevasf), com experiência em estabilização de margens de rio, controle de erosão, dragagem, escavação em rocha e navegação».

É, é sim! É o Exército prestando serviços à nossa comunidade carente. Beleza, isso. Não?

Nós merecemos! Merecemos, sim, tudo isso e muito mais! O céu também.

Mas... esse entusiasmo todo é com o Exército Brasileiro? Não, não é, não. É com o Exército... dos Estados Unidos da América do Norte!

O nosso Exército serve a outros objetivos, mais nobres, em nossa tão carente comunidade.

Quais seriam eles? Bem, é uma longa lista de serviços prestados, tais como levar a paz negociada às ruas dominadas por narcotraficantes (as nossas, as do Haiti...), varrer as favelas no Rio, distribuir cestas-esmola no País inteiro, controlar a distribuição de água na região castigada pela seca, amparar os direitos (são direitos humanos, caramba!) daqueles que cospem e jogam pedras em seus ex-Comandantes... estou ainda para descobrir exatamente quais e quantas atividades em que ele se engaja com o garbo que lhe é peculiar. E quanto orgulho nos traz!

Mas muita gente acha que isso pouco nos importa.

A muita gente não parecerá, tampouco, muito importante que o Exército que hoje se acantona «tecnicamente» no NE brasileiro seja o Exército norte-americano. Não entendi muito bem... Não temos profissionais capazes? Eles não têm a experiência que se requer? Não têm por quê?

Porque faltou oportunidade? Esse Exército outro empresta sua competência à nossa incompetência ampla, geral e irrestrita ou é apenas que sua presença em nosso território nos sai mais em conta? Mais em conta que... quê, por exemplo? Ah, não sei, mas nossos Soldados andam reclamando muito dos seus proventos... Talvez seja isso...

Tanto faz. «Deus salve a América», pois, «América» que, afinal, é «dos americanos». Ou não é? E viva o poderoso Exército que «ajudará o Brasil na construção de vias fluviais».

E viva também o Governo brasileiro, a rígida coerência com que analisa e resolve os assuntos que afetam o Estado, as Escolas de altíssimo gabarito que mantém e as irrepreensíveis parcerias que promove, garantindo o pleno emprego dos recursos nacionais em benefício da grandeza de nosso País etc. etc. etc.

Silêncio, pois. Nada de críticas. Está tudo certo. É assim que se afirma no mundo o nosso imbatível soft power...

O Governo Bashar al-Assad, por exemplo, deve ter ficado um bocado impressionado hoje com a dura nota do Itamaraty, que o condenou! É até capaz de tê-la emoldurado... Não acham, não?


Vânia L. Cintra é socióloga, com especialização em docência do ensino superior (PUCCAMP), mestrado em Integração da América Latina (USP) e doutorado em Relações Internacionais.


Enviado em 23/07/2012 às 11:57 hs. por
Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior

Ouça a íntegra da matéria veiculada pela Voz do Brasil

Leia a matéria no site da Codevasf











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