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Parcerias; Notícias e Esperança decrescente.
04/06/2012   foto - http://dondinaugusto.blogspot.com/2011/02/coronel-gelio-fregapani.html
Parcerias perigosas e parcerias inconvenientes

As parcerias assimétricas são sempre perigosas. O mais forte costuma utilizar-se do parceiro e o abandonar quando em dificuldade. A História o comprova. Em nosso continente podemos constatar a parceria da Colômbia com os EUA e a da Venezuela com a Rússia, parcerias utilizadas pelas superpotências apenas para seus objetivos. Jogo perigoso.

O nosso Brasil, durante o gov. Lula ensaiou certa parceria com a França, parceria não tão assimétrica, que poderia até dar certo. O que os franceses realmente queriam: matérias primas, principalmente urânio. Necessitavam. Estavam dispostos a dar algo em troca, mas naturalmente não mereciam confiança total. Acredita-se que na guerra das Malvinas tenham cedido aos ingleses os códigos dos mísseis exorcet que haviam vendido aos argentinos, permitindo em alguns casos a sua neutralização.

Possivelmente só o nosso Brasil, quando o mais forte, procura fazer parcerias altruísticas, e tem pagado um preço alto demais. Assim foi com o Paraguai, que agora nos chantageia com Itaipú. Não aprendemos a lição. Agora planejamos construir novas hidrelétricas em rios fronteiriços. Procuramos sarna para coçar. Tratemos de construí-las em nosso território. Fronteiras não são «pontes», como as considerava Lula em sua política suicida. São cercas e boas cercas fazem bons vizinhos.

Acontece na nossa terra

Uma lição do Economista Adriano Benayon - Não existe país que se tenha desenvolvido, havendo entregado seu mercado a empresas comandadas por capitais estrangeiros.

– Está em nossas mãos dar preferência a produtos de empresas de capital nacional, ao menos quando em igualdade de condições.

Trabalho escravo

– Elementos mal intencionados confundem propositalmente o trabalho em más condições com escravidão. Fingem ignorar que em toda frente pioneira as condições são precárias, mas frequentemente melhores do que o trabalhador teria sem o trabalho. É mais uma manobra para evitar a expansão da nossa agricultura e a conseqüente concorrência. Aliás, é bom lembrar que nenhum trabalho tem condições mais precárias do que o do soldado em treinamento (sem falar na guerra), e nem por isto é considerado um trabalho escravo.

Operação Ágata – Pegou mal o nosso Exército exercer o papel de polícia Rodoviária, e a nossa Força Aérea, a serviço da Funai destruir as pistas de garimpo em Roraima, afastando da fronteira os únicos brasileiros que se animam a povoá-la e fundar novas cidades. A insatisfação popular foi de tal monta que nem os mais necessitados compareceram na oferta de auxílio (Aciso) oferecida pelo Exército naquele Estado. Há poucos anos o mesmo Exército era adorado pela população.

Confiança

– Talvez a Presidente Dilma só possa mesmo confiar nas Forças Armadas. Mandou refazer o planejamento da segurança dos grandes eventos deixando a base das ações nas mãos dos militares, mas estes não são autômatos sem alma. Será bom que tente também conquistar a confiança da tropa. Ainda está em tempo.

A esperança decrescente

A Presidente Dilma recebeu uma bomba de efeito retardado. Não é que o Lula tenha sido de todo ruim; seu assistencialismo, (bolsas, subsídios etc.) mantiveram a nossa agricultura, indústria e comércio funcionando, enquanto a economia mundial desmoronava. Entretanto não é possível manter esse assistencialismo por muito tempo a não ser que o Estado disponha de uma renda extra como a Arábia com o petróleo. Pior ainda, com a corrupção generalizada e com a incompetência dos companheiros de sindicatos, elevados aos mais altos postos, a alta administração federal rumava para o caos. Mudar o rumo, reconheçamos, era uma tarefa difícil

Mesmo herdando o Governo em dissolução – com o Legislativo desmoralizado, o Judiciário voltando-se contra a moralidade e mesmo contra a unidade Nacional e o Executivo loteando os Ministérios entre ladrões para garantir o apoio, é forçoso reconhecer que a Presidente em poucos meses se transformou numa esperança, e com o tempo foi conquistando a confiança. Além dos ensaios de faxina, tomou corajosas e oportunas medidas em defesa da industrialização - taxando os importados; reduzindo os juros (taxa Selic) e outras saudáveis medidas, a última das quais, o quase despercebido projeto Carinhoso, atenuará o maior perigo que corremos: o encolhimento e envelhecimento da população. Conseguiu corrigir muitos dos perigosos rumos do governo anterior. Seus erros, tipo doações à Cuba e Palestina de recursos carentes no próprio Pais ficaram eclipsados pelo bom momento econômico, ao qual ela contribuiu com mentalidade progressista, e principalmente impedindo ao Ibama de paralisar as obras de infra-estrutura. Mais do que esperança, criou confiança. Será uma lástima se puser tudo a perder por medidas que reabrem feridas e reacendem a chama do ódio.

O Pais estava se aproximando da união entusiasmada, com uma euforia somente vista nas épocas de Jucelino e Médici, quando havia auto estima, orgulho e principalmente união e confiança no governo. Lamentavelmente a infeliz divisão racial provocada pelas cotas criou certa ruptura, mas a culpa disto não pode ser atribuída à presidência, e sim ao STF, mas a operacionalização da "Comissão da Verdade" acabou com a confiança dos militares no governo, gerando um potencial de destruir a disciplina das Legiões, um dos dois pilares que sustentam qualquer governo, (eles são a disciplina militar e o apoio popular). É possível que a Comissão venha a agir com isenção, mas a esperança é pequena. É verdade que não foram escolhidos os mais radicais inimigos das Forças Armadas – Greenhalg, Genro, Nimário, Vanucchi, etc, mas nem por isto a maioria dos membros da comissão deixa de ser de partidários e haverá sempre a suposição que estarão tentando comer pelas beiradas. Com razão, os militares nacionalistas julgam nefasta a Comissão. A pressão da OEA para punições visa basicamente desmantelar nossas Forças Armadas e só o Governo não percebe isto, cego pelo viés ideológico que se supunha ultrapassado.

Lógico, neutralizando os militares fica mais fácil manter o Brasil como uma colônia de exploração para proveito dos esquemas globalitários. O outro pilar de sustentação do Governo, o apoio popular, depende principalmente da situação da economia, e a nossa, atualmente, depende da produção agrícola. Portanto Senhora Presidente, pense antes de vetar o Código Florestal. Lembre-se da Princesa Isabel; ao fazer uma lei, socialmente justa, mas que arruinou a economia, não só perdeu seu trono como jogou o País em cinquenta anos de estagnação.

Antes ainda do final do mês saberemos a decisão governamental sobre o Código; um veto total imediatamente afastará o mundo rural do governo, e seu efeito (o preço dos alimentos), poderá, em poucos meses, criar tal insatisfação popular que propicie ambiente para revolta. Sem apoio popular e sem disciplina militar nenhum governo se sustenta. Esperemos que isto não aconteça simultaneamente com as exigências estrangeiras sobre nossos recursos naturais.

Que Deus guarde ao nosso País


Gélio Augusto Barbosa Fregapani
Coronel reformado, escritor imortal, ocupa cadeira vitalícia na Academia Militar Brasileira de Letras Estratégicas.


Enviado em 20 de maio de 2012 18:13 hs. por
Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior
paulopaiva47@yahoo.com.br











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