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Empresa Familiar
Conheça os "Prós e Contras" de uma empresa gerida por familiares
24/09/2010   foto: redação JP
A empresa familiar é toda aquela que esteja ligada a uma família durante pelo menos duas gerações. Isto, se essa ligação resulta em uma influência recíproca, tanto na política geral do empreendimento, como nos interesses e objetivos da família.

A partir de um sonho, de um ideal ou da necessidade de sobrevivência, o empreendedor torna-se a pessoa que gera, acumula ou distribui riqueza.

Ele divide, inicialmente as tarefas com o seu cônjuge, posteriormente, envolve os filhos nas atividades e operações da firma, muitas vezes de forma precoce, visando melhorar a situação e a condição social de sua família. Cria-se, desta forma, uma sociedade familiar que dera, ao longo dos anos, uma série de questões mais complexas que a simples administração da atividade comercial ou industrial.

Tem como característica básica a sucessão do poder decisório de maneira hereditária a partir de uma ou mais famílias. A estrutura familiar quando alocada a uma empresa, leva uma série de interações específicas da família, provocando particularidades na atuação na empresa, tornando-a diferente das demais empresas.


Características

As principais características de uma empresa familiar são:

Dificuldades na separação entre o que é intuitivo/emocional e racional, tendendo mais para o primeiro;

Comando único e centralizado, permitindo reações rápidas em situações de emergência;

A postura de autoritarismo e austeridade do fundador, seja na forma de vestir, seja na administração dos gastos, se alterna com atitudes de paternalismo;

Estrutura administrativa e operacional "enxuta";

Exigência de dedicação exclusiva dos familiares, priorizando os interesses da empresa;

Forte valorização da confiança mútua, independentemente de vínculos familiares, isto é, a formação de laços entre empregados antigos e os proprietários exercem papel importante no desempenho da empresa;

Laços afetivos extremamente fortes, influenciando os comportamentos, relacionamentos e decisões da empresa;

Valorização da antigüidade como um atributo que supera a exigência de eficácia ou competência;

Expectativa de alta fidelidade dos empregados, manifestada através de comportamentos, como não ter outras atividades profissionais que não estejam relacionadas com a vida da empresa, gerando muitas vezes um comportamento de submissão, sufocando a criatividade;

Jogos de poder, nos quais, várias vezes, vale mais a habilidade política do que a característica ou competência administrativa.


Código de relacionamento

Nenhum membro da família deve trabalhar na Empresa, a não ser que queira trabalhar junto.

No caso de conflito o interesse da Empresa deverá vir sempre na frente.

É mais fácil recusar emprego aos familiares como uma política sistemática e sabida de antemão do que demiti-los depois que entrarem na Empresa.


Problemas

Possíveis problemas da administração familiar

A semente da destruição pode estar no próprio fundador;

A família precisa entender que os parentes podem não ser os melhores sócios;

A sucessão deve ser vista pelo ponto de vista do pai e o do sucessor;

Precisa usar consultoria.


Papel na Economia - Brasil

Várias características de empresas familiares são benéficas, pois sustentam o tecido econômico do Brasil, nos quais elas são muito representativas. Estas também têm relevante papel na contribuição social e econômica em outras sociedades.


Estrutura

Deve existir um fundador seguido de herdeiros, a sucessão da diretoria deve estar ligada ao fator hereditário e os valores institucionais identificam-se com um sobrenome familiar ou com a figura de um fundador. A cultura da empresa deve ser fortemente influenciada pela cultura da família. Para definir empresa familiar não é suficiente apenas a propriedade de uma empresa, mas é preciso que exista uma estrutura de gestão, em que os principais cargos são preenchidos por membros da família proprietária. Existe a necessidade da família deter o poder sobre o negócio, ter um mínimo de propriedade do capital, e a garantia de direitos legais para interferir no controle administrativo. Quanto maior a concentração da propriedade do capital, tanto maior a autoridade para exercer o controle.


Motivações

O interesse ou motivação para se desenvolver um empreendimento familiar é conduzido por forças impulsionadoras, sejam por necessidades econômicas, o desafio da conquista, ou a insatisfação com o momento profissional.

A primeira motivação dos empreendedores é o desejo de autogerenciar-se ao invés de sentir-se empregado, estando a independência pessoal e o controle sobre a própria vida, amplamente ligados ao desejo do empreendedor iniciar uma empresa.

A segunda motivação é encontrar uma oportunidade de mercado. Os empreendedores inspiram-se nas realizações de outros fundadores e em suas empresas reflete-se o aproveitamento do oportunismo.


Vantagens e Desvantagens


Pontos Fracos da administração familiar

Falta de comando central capaz de gerar uma reação rápida para enfrentar os desafios do mercado;

Falta de planejamento para médio e longo prazos;

Falta de preparação/formação profissional para os herdeiros;

Conflitos que surgem entre os interesses da família e os da empresa como um todo;

Falta de compromisso em todos os setores da empresa, sobretudo com respeito a lucros e desempenho;

Descapitalização da empresa pelos herdeiros em desfrute próprio;

Situações em que prevalece o emprego de parentes, sem ser este orientado ou acompanhado por critérios objetivos de avaliação do desempenho profissional;

Falta de participação efetiva dos sócios que legalmente constituem a empresa nas suas atividades do dia-a-dia;

Usualmente há uso de controles contábeis irreais - com o objetivo de burlar o fisco - o que impede o conhecimento da real situação da empresa e sua comparação com os indicadores de desempenho do mercado.


Pontos Fortes da administração familiar

Disponibilidade de recursos financeiros e administrativos para auto-financiamento obtido de poupança compulsória feita pela família;

Importantes relações comunitárias e comerciais decorrentes de um nome respeitado;

Organização interna leal e dedicada;

Grupo interessado e unido em torno do fundador;

Sensibilidade em relação ao bem-estar dos empregados e da comunidade onde atua;

Continuidade e integridade de diretrizes administrativas e de focos de atenção da empresa;

Sistema de decisão mais rápido.


Sucessão

No processo de sucessão da empresa familiar deve-se considerar:

É aconselhável que os filhos façam seu aprendizado em outras empresas, antes de se dedicar integralmente a sua Empresa;

É importante começar por baixo;

Os pais não devem forçar a entrada dos filhos no negócio;

É prudente evitar coincidência entre crise da Empresa;

Felling do "dono" pode direcionar quem o sucederá. Um ou mais filhos no comando;

Uma nova geração deve crescer junto com o filho até que possa suceder o "pai".


Profissionalização

O processo de Profissionalização da empresa familiar

É o processo pelo qual uma organização familiar assume práticas administrativas mais racionais, modernas e menos personificadas;

É o processo de integração de gerentes contratados e assalariados no meio de administradores familiares;

É a substituição de formas de contratação de trabalho arcaicas ou patriarcais por formas assalariadas.


Três pontos básicos da profissionalização

O sucesso de integrar profissionais familiares na direção;

O sucesso de adotar práticas mais racionais;

O sucesso em recorrer a consultoria externa.


Alguns perigos da Profissionalização da empresa familiar

Massificar e/ou apressar o processo (começar com poucos e bons).

Dar efetivamente autonomia para o "gestor" – muitas vezes se dá responsabilidade sem dar autoridade.


Recomendações

Algumas recomendações


Enviado por

Cristiane G. Zarpelão
Assessora de Comunicação
Associação Comercial de Ubatuba
MTB 43.357
e-mail: imprensa@aciubatuba.com.br
site: www.aciubatuba.com.br
Tel: (12) 3834 1449 / (12) 9185 3197











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