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Tropeirismo
42ª Semana do Tropeiro de Sorocaba
23/05/2009   fotos: Prefeitura de Sorocaba
Uma vasta programação com shows, cursos, exposições, desfiles e intervenções acontecerá em vários pontos da cidade


Tem início na segunda-feira (25), com uma vasta programação artística e cultural que acontecerá em vários pontos da cidade, a 42ª Semana do Tropeiro de Sorocaba, promovida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Cultura (Secult).

De acordo com a programação, o evento oferecerá informações diversificadas - desde a culinária típica aos costumes que atravessaram os séculos - e contará ainda com a presença da tropa da cidade de Piquete (SP), que montará acampamento no Casarão de Brigadeiro Tobias. Haverá também a visita da tropeada convidada do município de Itararé (SP), participando do tradicional desfile pelas ruas da cidade.

A semana tem o objetivo de manter viva a tradição tropeira, tão rica e importante na história de Sorocaba e do Brasil. «A Semana do Tropeiro será pontuada por uma série de atrações culturais que vão mostrar a autêntica cultura de raiz, como o fandango, o cururu, a moda de viola. É a oportunidade de manter viva uma tradição tão marcante na formação do nosso povo", explica o secretário Anderson Santos.

A programação da tradicional Semana do Tropeiro prevê ainda ações educativas para crianças, exposições, intervenções artísticas em diversos pontos da cidade, passeio noturno, a reprodução de uma autêntica Feira de Muares no Largo do Divino, cursos, rodas de viola e contação de histórias, além dos shows de artistas sorocabanos e da famosa dupla Chitãozinho e Xororó e do cantor Almir Sater.

Programação:

25, 26 e 27/05
Oficina de Culinária Tropeira
Aulas com Danilo José da Costa, culinarista e pesquisador da história da culinária regional. Costa já ministrou aulas pela Linc sobre culinária tropeira, caipira e dos imigrantes. Durante esse curso, os participantes terão informações sobre a Culinária Tropeira de Sorocaba.
Das 14h às 17h e das 19h às 21h
Inscrições pelo telefone: 3231.5723
Local: Biblioteca Infantil – Rua da Penha, 673 - Centro

26/05
Exposição no Casarão de Brigadeiro Tobias
Exposição de objetos do dia-a-dia dos tropeiros em um «Rancho Tropeiro» montado para visitação
Das 9h às 19h
Intervenção Noturna – Trajeto Tropeiro – Da Capela do Divino ao «Monumento ao Tropeiro»
Passeio com cavaleiros que percorrerão o antigo caminho das tropas. Participação dos tropeiros da cidade de Piquete.

De 26 a 29/05
Passeio Educativo sobre Tropeirismo no Casarão de Brigadeiro Tobias
Durante o evento, grupos de crianças terão contato com o universo tropeiro e receberão informações sobre o dia-a-dia de um tropeiro como, por exemplo, a realização do trato de animais e a diferença entre uma tropa xucra e uma arreada.
26 e 29 – Das 9h às 10h30
27 e 28 – Das 9h às 10h30 e das 14h30 às 15h30
Local: Casarão de Brigadeiro Tobias
Informações: 3231.1026
Intervenções nas ruas com o «Grupo Em Cena» para divulgar as cenas tradicionais desta cultura. Essas atividades têm o objetivo de chamar a atenção da população para a Semana do Tropeiro.
7h – Praça Lions, com a realização de um autêntico café da manhã tropeiro
17h – Praça Dom Tadeu Strunk
27/05
Roda de Viola no Casarão de Brigadeiro Tobias, com contação de histórias
Das 19h às 21h
28/05
Apresentação de Cururu, Cana Verde e Moda de Viola
Com Cido Garoto e João Donizete Paes, cantadores de cururu há mais de 30 anos em Sorocaba. A dupla já gravou vários CDs. Cido é autor do livro «Cururu. Retratos de uma tradição», que conta a história do Cururu e todos os maiores cantores do gênero da região.
Das 19h às 21h
Local: Biblioteca Infantil - Rua da Penha, 673 - Centro
Informações: 3231.5723
Até 29/05
Exposição «Tropeiro»
Com peças utilizadas no cotidiano dos Tropeiros
Local: Palacete Scarpa – Rua Souza Pereira, 448 - Centro
Horário: Das 8h às 17h
29/05
Shows
18h - Cururu, Cana Verde e Moda de Viola
Com Cido Garoto e João Donizete Paes, cantadores de cururu há mais de 30 anos em Sorocaba. A dupla já gravou vários CDs. Cido é autor do livro «Cururu. Retratos de uma tradição», que conta a história do Cururu e todos os maiores cantores do gênero da região.
20h – Chitãozinho e Xororó
Local: Parque das Águas – Jd. Abaeté
30/05
Representação da Feira de Muares
A partir das 14h
Representação e explicação histórica de uma autêntica 'Feira de Muares' no Largo do Divino, com a participação dos historiadores e idealizadores da atividade: Vera Job, Adolfo Frioli, Sérgio Coelho e Geraldo Bonadio. Durante a atividade, haverá a intervenção do grupo «Em Cena», sob direção de Ana Maria de Lima retratando aspectos da época dos tropeiros.
Local: Largo do Divino
16h – Chegada da Tropeada de Itararé em Sorocaba e de tropas dos municípios que fazem parte do Caminho das Tropas Paulista – Largo do Divino.
Shows
19h – Grupo de Viola Caipira
Sob regência de Ricardo Anastácio, o grupo é formado de 40 alunos das oficinas da Linc que ocorrem no Parque dos Espanhóis.
20h – Almir Sater
Local: Parque das Águas – Jd. Abaeté.
31/05
Desfile de Encerramento da Semana do Tropeiro
Trajeto: da Ponte Padre Madureira até o Centro Hípico Pagliato. A concentração tem início às 7h na travessa da Rua Padre Madureira, na entrada da Usina Cultural. O desfile começará às 9h.

Shows

Chitãozinho e Xororó - Uma das duplas sertanejas mais conceituadas no País, Chitãozinho & Xororó se apresentarão em Sorocaba no dia 29, às 20h. O espetáculo será no Parque das Águas, com o tema «Saudade de Minha Terra». Este show já viajou para o Rio de Janeiro, Goiânia e Campinas, além de outras 30 cidades brasileiras em 2008. Este ano, ele foi apresentado também nos Estados Unidos. Conforme a agenda da dupla haverá shows este ano em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Maringá, Porto Alegre, Vitória, Uberlândia e Campo Grande, entre outras.

Repertório, iluminação e cenário seguem a mesma proposta do mais recente projeto da dupla: o CD e DVD «Grandes Clássicos Sertanejos – Acústico» vencedor do Grammy Latino 2008. Algumas das canções presentes no show são Saudade de Matão e Sinônimos (ambas na trilha da novela «A Favorita», da TV Globo), Saudade de Minha Terra, Rio de Lágrimas, Fio de Cabelo, 60 Dias Apaixonados, Galopeira, Fogão de Lenha, Evidências, Bailão de Peão, Pura Emoção e Na aba do meu chapéu.

Serão duas horas de show, acompanhados por uma banda multiinstrumental completa. Claudio Paladini (teclados e vocal), Adilson Pascoalini (guitarra, violões, viola e dobro), Daniel Quirino (vocal, violão e percussão), Antonio Vendramini (sax, flauta e rabeca), Marcelo Modesto (guitarra, banjo, cello, mandolin e violão), Fábio Almeida (baixo), Renato Britto (bateria) e Vicente Castilho (acordeon, teclado e harpa) formam a banda.

Nascidos em Astorga, no Paraná, José Lima Sobrinho e Durval de Lima, há mais de trinta anos conhecidos por todos como Chitãozinho e Xororó, tiveram seus nomes artísticos retirados da canção de Athos Campos e Serrinha.

A paixão pela música começou cedo ao ouvirem o pai, Seo Marinho, cantor e compositor, cantando com sua mãe, Dona Araci. O talento dos irmãos foi descoberto pelo pai no dia em que uma das irmãs rasgou o caderno onde ele anotava as músicas que compunha. Foi então que a pequena dupla apareceu para ajudar. Os dois sabiam todas as letras e cantavam todas as músicas com afinação. Xororó fazia a primeira voz, imitando a mãe, e Chitãozinho a segunda, como o pai.

Essa é a turnê que precede os 40 anos da dupla a serem completados em 2010. São mais de 37 milhões de discos vendidos em toda a história, dois CDs internacionais, três DVDs e um livro com a biografia «Nascemos Para Cantar», lançado em 2002, além de mais de 10.000 apresentações e shows no Brasil e no exterior.

Almir Sater - O cantor Almir Sater, que é de Campo Grande (MS), começou seu contato com a cidade grande já adulto, quando foi cursar Direito no Rio de Janeiro. Em menos de três anos, Almir descobriu que não seria um advogado. Na solidão que a cidade grande lhe impôs, descobriu na viola sua grande amiga e companheira, dedicando-se completamente ao instrumento.

Um dia, por acaso, passando pelo Largo do Machado, reduto nordestino do Rio de Janeiro, Almir, ao ouvir as duplas regionalistas que se apresentavam, percebeu o que realmente importava na sua vida; não teve outra atitude, a não ser voltar para Campo Grande.

O contato com a gente da terra favoreceu a pesquisa de novos ritmos, novos sons da viola. Almir tornou-se um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas, mais conhecida como viola caipira, base de criação da música caipira. Suas composições refletem o popular e o erudito de maneira ímpar, como jamais se ouviu na MPB.

Sua produção é intensa e apaixonada. A música flui de dentro do coração, do interior da alma. Mesmo tendo chegado a excelência técnica, Almir é um dos poucos que não deixou a emoção de lado. Por isso, o público, ao sair de seu show, tem a impressão de ter estado na sala de visitas do cantor, completamente à vontade.

Almir Sater não despreza a técnica que se obtém com a eletrônica moderna e os efeitos dos sons de laboratório. Mas quando sobe ao palco, não existem montagens. Almir pega na viola e o som flui suave e naturalmente.

Em 1988, a crítica, na sua unanimidade, escolheu Almir para participar do Free Jazz Festival ao lado de nomes sagrados da música mundial. O sucesso foi tamanho que Almir abriu o evento no RIO DE Janeiro, no ano seguinte. Daí para Nashville-USA, a meca da música country mundial, foi um passo. A liberdade de ação junto aos músicos americanos foi rapidamente absorvida, resultando no LP Rasta Bonito, onde percebe-se a mistura de sons, sem perder a integridade do instrumentista

Almir ganhou dois prêmios Sharp, com as canções Moura e Tocando em Frente, gravada por Maria Bethania. Em 1990, seu desempenho na novela Pantanal, da Rede Manchete, fez aumentar a publicidade em torno do já reconhecido músico. O grande sucesso o fez voltar à telinha em 1.991, como protagonista da novela Ana Raio e Zé Trovão.

Em 1996, ao lado de Antonio Fagundes, estreiou a novela O Rei do Gado a convite do próprio autor Benedito Rui Barbosa, pela Rede Globo de Televisão. Seu personagem foi Pirilampo. Em 2006, Almir Sater lançou o seu CD 7 Sinais, e fez parte do elenco da novela Bicho do Mato, na TV Record.

A História do Tropeirismo

Tropeirismo

Segundo o historiador Aluísio de Almeida, o Tropeirismo é um complexo de fatos geográficos, históricos, sociais, econômicos e até psicológicos, relacionados com as tropas de transporte em todo o País. Ciclo econômico e social, o tropeirismo é peculiar ao centro-sul brasileiro. Sucede ao bandeirantismo e coexiste com os ciclos da mineração, do açúcar e do café em quase todas as regiões brasileiras. Substituído, aos poucos, pelo transporte a vapor e motorizado, persiste como meio de transporte em regiões montanhosas e de difícil acesso.

O Ciclo do Tropeirismo

Começou por volta de 1733, com o português Cristóvão Pereira de Abreu, que abriu estrada ligando Curitiba a Sorocaba, conduzindo mulas e gado. Mas é a partir de 1750, com o Registro de Animais ao lado da ponte sobre o Rio Sorocaba, que tornou-se sistemática a passagem de tropas xucras ou arreadas por aqui e a consequente realização das grandes feiras que, em geral, duravam dois meses. Terminou por volta de 1897, quando se realizou a última feira em Sorocaba. Os anos de 1750 a 1850 são considerados como a fase áurea do tropeirismo.

O tropeirismo caracterizou-se pelo uso generalizado do lombo de animal, equino ou muar – especialmente este, para o transporte de cargas. O se faz hoje em caminhões, era feito pelas tropas arreadas, isto é, um conjunto de 8 a 10 animais equipados com cangalhas nas quais eram penduradas as canastras ou as bruacas contendo as mercadorias. Esse tipo de tropa, também chamada de tropa cargueira ou de comércio, era constituída por animais mansos, tendo à frente a mula da «cabeçada», assim chamada por sua posição na tropa e porque levava na cabeça ou pescoço alguns guizos, tendo o cabresto encimado por um pano vermelho: a «boneca», sempre seguida pelos outros animais, inclusive a «madrinha», se estivesse presente.

Cada tropa tinha seus homens responsáveis que a conduziam a pé e cuidavam de outras tarefas, como cozinha e arreamento. O tropeiro era o chefe e geralmente ia montado. Sem a tropa arreada, levando e trazendo mantimentos, roupas e utensílios, dificilmente as «ilhas de civilização» - que eram as pequenas povoações espalhadas por esse imenso País - teriam sobrevivido. Entretanto, foi a tropa solta ou xucra, que os tropeiros de Sorocaba e Região Sul traziam dos pampas gaúchos até Sorocaba, onde os animais eram domados por famosos peões e vendidos nas feiras que aqui se realizavam, principal fornecedora do meio mais eficiente de transporte da época: o muar.

O caminho para o sul

No Estado de São Paulo: Sorocaba, Campo Largo (atual Araçoiaba da Serra), onde invernavam as tropas, Alambari ou Pouso das Pederneiras, Itapetininga, Buri, Itapeva, Itararé.
No Paraná: Jaguariaiva, Castro, Ponta Grossa, Palmeiras, Guarapuava, Curitiba, São José dos Pinhais, Lapa, Rio Negro.
Em Santa Catarina: Mafra, Curitibanos e Lajes.
No Rio Grande do Sul: Passo Fundo, Cruz Alta, Vacaria, Viamão, Porto dos Casais.
Muitas destas e ainda outras cidades surgiram de primitivos pousos de tropeiros.

Pouso de Tropeiros

O pouso, como o próprio nome diz, era o local de parada durante as longas jornadas dos tropeiros. O local deveria oferecer condições mínimas de segurança à tropa, água e alimento. O local de descanso dos tropeiros podia ser a céu aberto, com quase nenhum recurso, ou dispor de pequena cobertura de palha ou telheiro, que garantia proteção contra chuva, sereno ou vento. Muitos pousos deram origem a vilas e, posteriormente, a cidades.

A Feira de Muares

Ocorria durante todo o ano, mas crescia nos meses de abril e maio, quando para Sorocaba afluíam, além de compradores de animais, ricas famílias da capital e cidades vizinhas que vinham para se divertir. A cidade apresentava aspecto festivo com a presença de mascates, fabricantes de arreios, ourives especializados em prata, circo de cavalinhos, companhias de teatro, jogadores, cantores e outros. Ela começava com a venda do primeiro lote de animais. O grito de «Rebentou a feira!» era o sinal para o início de todos os outros negócios. À noite, os tropeiros se entregavam aos vários divertimentos procurando esquecer as agruras das longas jornadas.

O traje de tropeiro

O comum era calça e camisa de pano grosso e botas até os joelhos; os tocadores de lotes (personagens mais humildes), provavelmente andavam descalços ou com simples alpercatas de couro; o chapéu era de abas largas, sendo a da frente, algumas vezes, presa à copa. Usavam ainda o facão sorocabano (largo e de ponta curva), a guaiaca (cinto de couro com divisões), o xiripá (grande faixa enrolada entre as pernas e que muitas vezes se reduzia a uma simples tira à volta da cintura).

A provisão para a longa viagem consistia em feijão, toucinho defumado, carne seca, farinha de mandioca, café e chá. A partir do início da implantação das ferrovias (1875) começou a definhar o comércio de tropas. Sorocaba teve sua última feira em 1897, quando ocorreu o primeiro surto de febre amarela que encerrou esse capítulo da história sorocabana, embora o comércio de animais, muares, equinos trazidos do sul, tenha continuado até meados do século vinte.

A lição admirável que se pode encontrar na façanha silenciosa do Tropeiro, integrando a Região Sul à comunidade brasileira ou penetrando nas áreas difíceis do nordeste e centro-oeste, símbolo da coragem e pioneirismo que deve continuar a ser lema de Sorocaba.

O feijão tropeiro

Basicamente, feijão cozido, com toicinho defumado, carne seca, engrossado com farinha de mandioca ou milho. Pode ser acompanhado com torresmo e couve frita. Esse prato varia conforme a disponibilidade dos produtos mas, essencialmente, não apresentava grandes mudanças. Alimento calórico para satisfazer as necessidades do trabalho pesado dos tropeiros. Muitas vezes, consistia na única refeição do dia, depois de uma longa jornada de estrada e da lida atenta e cansativa das tropas.

Na maioria das vezes, era um menino de pouco mais de dez ou doze anos o responsável pela cozinha. Acordava cedo, preparava o café simples e saía na frente. Providenciava o feijão, e aguardava a chegada da tropa.

Receita Básica de Feijão Tropeiro - 2 pratos de feijão cozido; 500 gramas de toicinho defumado; 200 gramas de lingüiça defumada; 200 gramas de carne seca desfiada ou em pequenos pedaços; 500 gramas de farinha de milho; Cebolinha, sal e alho. Modo de fazer: Corte o toicinho em pedaços, frite e separe. Faça o mesmo com a linguiça e a carne seca. Numa panela grossa, coloque duas colheres de banha de porco, frite o alho e coloque o feijão sem o caldo. Acrescente o caldo e o sal a gosto. Coloque, então, a carne seca e a linguiça. Misture bem. Depois, o cheiro verde e complete, aos poucos, com a farinha de milho, mexendo sempre, até ficar em ponto de angu. Sirva com arroz, couve frita e torresmo pururuca. Cálculo por pessoa: feijão - 50 gramas; arroz – 50 gramas; carnes (todas juntas) – 200 gramas.

Manifestações folclóricas ligadas ao Tropeirismo

Fandango

De origem espanhola, o fandango é a dança tradicional dos tropeiros, executada na época por homens e acompanhada pela viola. Dança de desafio, marcada por sapateado, palmas e exibição de destreza. Os passos mantêm denominações que remetem à tradição rural e tropeira: bate-na-bota, varginha simples, palmeada, cerradinho, quebra-chifre, entre outras. Dançava-se o fandango nos pousos e festas. Os participantes utilizam chapéus, botas, lenços amarrados no pescoço e chilenas, isto é, esporas cujas rosetas denteadas são substituídas por rosetas de metal, que retinem nas batidas dos pés.

Cururu - Cururu é desafio cantado e improvisado da região Sul-Paulista. Surgiu na época dos bandeirantes, como louvação aos santos. Improvisavam-se os cantos, entremeados de pedidos e agradecimentos. Transformou-se em desafio de cantadores, que criam provocações e respostas sempre cantadas, seguindo rimas ou carreiras: o primeiro cantador escolhe a carreira, que os demais devem respeitar. As mais utilizadas são as carreiras de São João (terminadas em ão), do Sagrado (terminadas em ado). As mais difíceis são as carreiras de Deus Onipotente (terminadas em ente), São Pedro (terminadas em edo), entre outras.

Na época dos tropeiros os cantadores de cururu apresentavam-se pelas ruas e praças e nos pousos ao redor da cidade, atraindo a atenção de todos em exibições que chegavam a varar a madrugada até o amanhecer.

No século XX, as exibições de cururu continuaram nas festas de São João e do Divino e, também, aos finais de semana no Largo do Mercado e nas praças centrais. As estações de rádio mantiveram, por décadas, programas semanais de cururu Atualmente, ainda acontecem apresentações de cururus em clubes, bares e festas de nossa cidade.

A cana verde - A Cana verde, assim como o cururu, é desafio trovado, de improviso, a partir de um refrão. As estrofes são curtas e ágeis. Os cantadores improvisam um de cada vez, exigindo grande habilidade e rapidez.

Moda de Viola - Segundo o pesquisador de Música Popular Brasileira, Zuza Homem de Mello, a música caipira tem local certo de nascimento: compreende o espaço entre Sorocaba, Tietê e Botucatu. Se aqui nasceu, foi divulgada pelos tropeiros e se difundiu para todo o Brasil, especialmente Minas, Mato Grosso, Goiás e Paraná.

As primitivas modas de viola apresentavam uma estrutura mais longa, uma história completa e detalhada sobre personagem ou acontecimento. Com a gravação em disco, houve a necessidade de se reduzir a duração das modas, que ainda preservaram a tradição formal de se cantar uma história e acompanhada pela inseparável viola.

Viola

A viola era a grande companheira dos tropeiros em suas longas viagens, nos pousos e nas vilas por onde passavam. Foram eles os responsáveis pela difusão da moda de viola – nascida na região de Sorocaba, Piracicaba e Botucatu.

Alguns provérbios e expressões tropeiras
- Burro velho não pega trote – Com o passar dos anos, é mais difícil aceitar as mudanças.
- Quem lava cabeça de burro perde o trabalho e o sabão – Discutir com teimoso é trabalho perdido.
- Onde vai o cincerro vai a tropa – onde o líder vai, leva consigo o grupo.
- Pela andadura da besta se conhece o montador – Pelos atos se conhece a pessoa.
- Picar a mula – Ir embora.
- Deu com os burros n’água – Trabalho ou coisa que não deu certo.
- Teimoso como uma mula.
- Tem caveira de burro – Coisa azarada.
- Estar com a tropa ou estar com o burro na sombra – Estar tranqüilo, com sucesso.


Centro Nacional de Estudos do Tropeirismo
Casarão do Brigadeiro Tobias
Situado no Bairro de Brigadeiro Tobias

Fontes para o estudo do Tropeirismo

ALMEIDA, Aluísio de. Vida e Morte do Tropeiro. São Paulo, Martins, 1971.
________, O Tropeirismo e a Feira de Sorocaba, São Paulo, Luzes, 1968.
BONADIO, Gerado (organizador) O Tropeirismo e a Integração Geográfica e Cultural do Brasil. Sorocaba, Prefeitura de Sorocaba, 1999.


fonte: Prefeitura de Sorocaba - Secretaria de Comunicação
tels: (15) 3238-2498 / 2497 / 2496 / 2495
Larissa Tannus Gallep
LGallep@sorocaba.sp.gov.br
msn: larissagallep@hotmail.com











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