Causa animal TV Internauta lança o seriado "Clara e Bethowen" no Programa na Real
17/05/2008
fotos: Elaine Landori
Com a expectativa de atrair a atenção do público para os problemas inerentes à causa animal, a TV Internauta estreou dia 10 pp. no Programa na Real, uma mini-série chamada "Clara e Bethowen", criada e apresentada pela atriz Marta Lima, e dirigida por Luiz «Beto» Perocini.
Serão oito capítulos retratando o sofrimento dos animais de rua ou não, que vão ao ar todos os sábados às 19:00 hs., através da internet no seguinte endereço: www.tvinternauta.com.br.
Marta Lima defende voluntariamente a proteção animal, tal o amor continuadamente demonstrado aos bichinhos e, para tanto, abdica de seu tempo de lazer, assim como, do trabalho remunerado. Possui projetos de defesa que asseguram a vida destes seres, contrapondo a extinção promovida insensatamente pelo homem.
Recentemente, participou do elenco da peça »Arranca Dentes» (veja matéria neste jornal no caderno de Educação & Cultura), apresentada no Teatro Ruth Escobar, em mais uma das iniciativas de sucesso em que a arrecadação foi destinada à compra de ração e tratamento veterinário aos cães de rua.
Nesta última empreitada, junto à TV Internauta, empresa dirigida pelo Sr. Luis Eduardo Baptista, ela faz entrevistas com diversas pessoas, destacando nas filmagens externas em que atua no papel de Clara, a dor e o sofrimento dos animais numa sociedade preocupada essencialmente com o egoísmo pessoal. E como partidários deste seriado, ela formou uma equipe composta por atores, tendo como protagonista o Bethowen, um cão vira-lata de «raça» que sabe encenar maravilhosamente bem. Os atores, entusiasmados, expuseram os seus pontos de vista na entrevista que foi levada ao ar no primeiro capítulo da série, conforme os comentários a seguir, começando pelo diretor responsável:
Marta Lima: Como foi dirigir o seriado e trabalhar com este grupo?
Luiz «Beto» Perocini: Trabalhar com este grupo foi realmente uma realização profissional. Possui um fim social que eu sempre quis fazer e este foi um primeiro passo. E nada melhor que fazer isto entre amigos.
Marta Lima: Quando foi feito o convite pra dirigir este seriado, até então você não sabia que esta história era a minha história. Era a minha vida com um animal de rua, em que eu juntei um pouquinho do que passei na minha adolescência e mais este cão que eu cuido com muito amor e carinho, como todos os outros. Mas, pra mim ele é muito especial. Eu percebi que quando descobriu que esta história era verdadeira, você ficou surpreso. Eu pergunto: Por quê?
Luiz «Beto» Perocini: Eu pensava que seria uma história lúdica. Algo que você imaginou com o Bethowen. E achei incrível saber que você passou por esta experiência. Afinal, uma pessoa viver nas ruas é algo sofrível. Isso me sensibilizou totalmente.
Marta Lima: Sim, mas graças a Deus deu tudo certo! Eu espero que todas as pessoas aprendam a respeitar mais não só as pessoas, mas também os animais.
Ícaro, este seriado foi interessante, porque teve um momento que a gente pensou: Será que alguém, em algum dia, parou pra pensar que um menino de rua tem nome? Porque chegamos a ter dificuldade em escolher um nome. Eu mesma quando escrevia me perguntava sobre isso.
Ícaro Moreira de Miranda: É verdade. Víamos meninos de rua e nunca pensávamos em perguntar o nome deles. Eu e a Marta paramos e chegamos à conclusão que Clara seria o nome mais apropriado. E foi assim que batizamos o personagem.
Marta Lima: Ficamos em dúvida pra não magoar ninguém. Vocês chegaram a pensar nisso também?
Lauren Lima: Eu imaginava um nome, principalmente um apelido, pois são coisas que pegam. Formalizam o caráter de um personagem. Mas, o que você falou sobre perguntar o nome, pedir o RG de uma pessoa de rua, isso é muito complicado. A gente passa pela vida muito rápido. Se você cruza com uma pessoa de rua acaba cumprimentando. Ela responde, mas você não a vê, apenas marginaliza.
Marta Lima: Então, mas você vivenciando um menino de rua, não te dá aquela luz tipo «Caramba, eu sempre vi aquele menino de rua e nunca imaginei que ele tem um nome, uma história, uma família»?
Lauren Lima: Exatamente! O Carlos, o Antonio, são pessoas. Muitos até professores. Alguns cultos, outros nem tanto, sem chances na vida. Existem os que estão por opção. Deixaram a família e têm vergonha de voltar. Isso é bom você falar. Mas, é a vida. É a escolha. É a oportunidade.
Marta Lima: E você Eduardo. O que acha disto?
Eduardo Ribeiro: Na hora de construir um personagem a gente sempre tenta encarnar o papel da melhor maneira possível. Então, todos os detalhes, por menores que possam aparecer naquele primeiro momento são fundamentais. E, sem dúvida, você lidar com o personagem, a questão social, o nome e o contexto são determinantes. Está inserido na realidade brasileira.
Marta Lima: Como você veio a conhecer este projeto em defesa dos animais?
Eduardo Ribeiro: Eu já conhecia através de outro projeto que fizemos juntos (teatro) e na televisão está sendo totalmente novo pra mim. Eu sou uma pessoa que gosta de novos desafios e este atende aos meus anseios.
Ao final, Marta apresentou ao público a produtora do programa, Elaine Landori. Esta aproveitou para tecer alguns comentários sobre o que tratava aquele seriado.
Entre uma pessoa e outra entrevistada, foram exibidos alguns flashes dos próximos capítulos. Este seriado é uma inovação que somente este veículo de comunicação teve a coragem de mostrar à sociedade brasileira. Depois deste, os outros serão apenas cópias.
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